quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Memórias de um presente vivido...

Ao longo dos últimos tempos tenho vindo a ler as vossas mensagens. Só poderia mesmo ser um blog interno àqueles que tão bem se conhecem. Só nós percebemos como se pode dizer tanto sem dizer nada. E como nós gostamos de dizer "nada".
Pois bem...hoje o trabalho está fraquinho, visto apenas estar a introduzir dados numa máquina, do género daquela do homem que tanto faz sem fazer nada precisava "urgentemente de formatar" , e esperar que ela cuspa parâmetros identificativos dos solos. Deixo desde já um abraço ao informático do grupo por conseguir trabalhar o dia inteiro à frente destes micro-ondas sofisticados que teimam em aquecer e encravar quando mais precisamos deles.
E como eu dizia, como o trabalho está fraquinho, finalmente arranjei algum tempo para escrever algo neste blog. E em jeito inaugural, e apesar de eu tanto gostar também de não dizer nada ou muitas vezes dizer mesmo nada, desta vez vou tentar dizer alguma coisinha.
Pois é caros amigos, e é com muito orgulho que vos trato com amigos, a vida passa rápido de mais e as realidades mudam rapidamente. Ontem andava a faltar às aulas para curar mais uma noite bem longa e muito bem passada e hoje sento-e atrás duma secretária e tomo cafés para contornar uma noite tão curta e da qual nada ficou.
Mas não faço disso a minha miséria, até porque não é isso que diz o estrato da conta bancária, mas encaro sim, como uma nova forma de estar na vida, mantendo a mesma forma de a sentir.
Mudou o enquadramento, mas o sorriso é o mesmo, sincero e sentido. Na minha passagem por aquele fenómeno chamado de "tunas" uma vez saiu-me uma frase numa entrevista para aqueles canais universitários que ninguém vê. "Nos palcos, na vida...um sorriso, uma emoção". E não para isso que vivemos... para as emoções, para lançar um sorriso a seguir ao que já passou.
Mas estes meus devaneios têm dois propósitos, sobre os quais estava a pensar enquanto olhava para a máquina irritante que tenho à frente e que me fizeram entrar no blog.
O primeiro é o facto de cada vez passar tempo convosco e saber a quantidade de sorrisos e momentos que deixei escapar por isso e o segundo é o facto de ter mais dinheiro no banco me deixar a pensar mais do que eu alguma vez tinha imaginado.
As duas convergem numa, a vontade de desfrutar a vida, a vontade de amar e ser amado e deixar de parte as intrigas burocráticas e hipócritas da nossa sociedade que nada contribuem para a nossa felicidade.
Sendo eu um crítico firme da hipocrisia não digo que não gosto de ter dinheiro no banco :), o que o me deixa a pensar é o porquê de não o gastar todo!!! Para quê juntar para bens materiais se o posso gastar a pagar-vos jantares ou a viajar pelo mundo. Não é isso que fica, não é isso que nos realiza, os nossos amigos, as mulheres das nossas vidas, a família, os momentos vividos com todas as pessoas que gostam de nós.
Será que vale a pena deixarmos-nos embrenhar nesta sociedade de barrigudos que tudo comem sem pensar se sobra pros outros ou até nas suas próprias congestões.
Mas também valerá de algo queimar a vida atrás duma secretaria para ganhar uns trocos e não ir acumulando para satisfazer as comodidades e mordomias a que os papás e mamãs da nossa geração tanto nos habituaram.
E são dúvidas que eu gosto de partilhar convosco e utilizo este meio pois infelizmente não vos posso ter todos aqui comigo.
Mas tranquilizem-se caros amigos, que são apenas reflexões de alguém que se habitua a um novo estilo de vida ainda não tendo largado por completo o anterior.
Espero com isto ter dito muito, mas não ter andado muito longe do nada a que tanto nos habituámos.

Rico abraço dum pobre que voces tornaram à muito rico.


PS: Espero que essas "estórias" tenham sido propositadas...porque sinceramente isto do Português brasileiro deixa-me algo inquietado.

PS2: Há 2 elementos que não consigo identificar. Por isso meus caros fico à espera do vosso testemunho sobre ser José...

3 comentários:

  1. E dentro do nada muito disseste:)...
    Pessoalmente compreendo os pensamentos que partilhas-te, tanto compreendo que já me deparei com os mesmos muitas e muitas vezes...
    A vida é uma constante aprendizagem e adaptação, nunca podemos dar nada com certo, nem nunca nos devemos deixar "adormecer" por esta sociedade, mas isso são coisas que não preciso de dizer a nenhum José, pois entre muitos este é mais um dos requisitos para se ser membro desta comunidade...
    É com agrado que recebo as tuas palavras e como diria Jorge Maga "Deixo aqui a minha palavra de apreço":
    Nunca serás um pobre(e não falo da conta bancária:P), porque "pobres", são os de espírito!

    Um Grande Abraço caro José.

    ResponderEliminar
  2. Uma grande palavra de apreço a este camarada que se estreou de uma forma honorária no nosso "espacinho", e que retratra grande parte dos espíritos dos frequentemente aclamados "Técnicos do tudo e do nada!! Mas... Especialistas em generalidades"...

    ResponderEliminar
  3. Caríssimos

    Depois de conseguir deslumbrar um espacinho do meu dia a dia de quem tudo quer fazer e nada faz o que lhes digo é que estes textos são inolvidáveis :)

    Grande abraço

    ResponderEliminar