quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Carta aberta aos Josés:

Finalmente parei numa noite o tempo suficiente para “postar”.
É verdade que alguns problemas de Internet têm impedido a tão esperada e complicada tarefa de escrever o meu primeiro texto aqui no blog, mas o principal motivo para a demora não foi esse, a dificuldade em lidar com alguns assuntos internos de Josés e com o conteúdo do blog pareceram-me os pontos mais dificies de abordar.
No entanto, penso que é o momento de avançar e dar inicio à muito querida e ansiada hostilidade blogueira joseliana.
Na minha opinião o nosso problema inicial(ou será final? Dando total razão ao post do senhor vale) é o tema/objectivo a que este blog se vai permitir conter e divulgar. Foi reflectindo sobre esta minha dúvida que me lembrei do velhinho Seinfeld e do seu “show about nothing”.
Tento assim desmistificar o estigma lançado pelo Senhor Vale em Aveiro, no que diz respeito à relação dos textos e sketchs do RAP+Gatada com as nossas conversas, lançando um repto para que façamos um blog sobre tudo.
Os senhores fedorentos são apenas mais uns humoristas/escritores/opinions makers, como lhes quiserem chamar, que se apoiam inteligentemente nesta nossa sociedade e vida cada vez mais podre e sem ideias, conseguindo dessa forma criticar tudo e todos de uma forma meritória e sem preconceitos.
Já o velhinho Jerry é um pequeno génio, apesar de ter perdido o bom senso. Parece que quer fazer um daqueles programas do grande irmão, desses como já não se vêm desde que a TVI deixou de usar os estúdios da Endemol e passou os reality shows para os Telejornais.
Mas não é por esta noticia que deixou de ser uma referencia para mim na eventualidade, que acabou por surgir, de um dia ter que escrever sobre nada. Acho que o programa dele foi a demonstração total de como a nossa vida é minúscula e “feita de pequenos nadas”, em grande parte recheada de momentos mesquinhos e sem valor sentimental ou intelectual.
Se calhar o Seinfeld foi já um reality show contado no passado, que depois foi contar como seria contar um reality show contado no passado... (nó? Não interessa) Proponho aqui fazer o oposto, contar “o tudo”, aquilo que se passa na nossa cabeça em vez do nada, nem que o resultado seja uma verborreia sem nexo, dando lugar assim à realidade sem moralismos ou interferências déspotas do nosso próprio cérebro.
Não quero com este texto tomar posição por uns e outros ou refutar um tipo de humor e critica social da qual já estou mesmo um pouco cansado, pelo contrário, penso que devemos assumir uma posição positivista e idealista em relação ao blog e a tudo o que nos rodeia e fazer algo de que um dia mais tarde nos recordemos, tal como muitos outros momentos que passamos juntos.
Gostaria que este blog se tornasse num conjunto de experiências totais de conteúdo e não um blog niilista ou de sátira fácil.

Não querendo maçar muito mais deixo assim em aberto esta QUESTÃO, seja ela franciscana ou não, que entendo como fundamental para o inicio de um blog que não se quer classificado nem rotulado.
Concluindo com a ajuda do nosso amigo Foucault: “a liberdade é uma prática”, pratiquemos!


Saudações Joselianas

1 comentário:

  1. Dou aquela palavra de apreço pela materialização escrita de algumas tentativas falhadas de conceitos, que por um ou outro motivo ficaram esquecidos no passado: RAP+Gatada, senhores fedorentos, velhinho Jerry, programas do grande irmão+TVI, Seinfeld...

    Sendo muito prático e objectivo na minha vida, congratulo-me por ter esta análise sobre o "estado-de-arte" deste novo conceito, acrescentado á descrição sobre em quê que o nosso blog irá mais além!

    Estando o blog a começar, é sempre bom ter esta reflexão, pois queremos primar pela diferença e não ser mais uns a fazer monte:)

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